Flávia Castelo


Perfil

Morou no país sede das grandes organizações internacionais, entre 2012 e 2013, para responder a algumas questões de uma pesquisa acadêmica e voltou com mais dúvidas do que poderia imaginar. Simplesmente, porque a viagem extrapolou seu tema de estudo. E considerando que é tendo dúvida que se aprende, apreendeu muito. Com dois ‘Es”, mesmo. Apreendeu a (con)viver sozinha. E aprendeu a ser sua melhor companhia. Descobriu que os rituais podem (e devem) ser feitos, especialmente, para si, sem qualquer testemunha.

Não, não cultua o egoísmo. Fica (ainda mais) descabelada com essa moda (besta) de olhar para o próprio umbigo. Apenas teve mais contato consigo durante mais tempo do que tivera até então. Percebeu mais a cidade também. E as pessoas.

Quando voltou, mais do que nunca, passou a (se), questionar, sobre o que fazemos com Fortaleza e o que ela faz conosco.

A cidade está nos ensinando a lição errada ou nós não estamos prestando atenção?

Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Ceará (e pela Universidade de Antuérpia/Bélgica), Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma universidade, Flávia Castelo (Batista) é advogada, professora e mãe.

Tem passagens pelo poder público municipal e estadual, iniciativa privada, academia, por organização europeia de pesquisa, desenvolvimento e inovação, pelo judiciário, por consultoria para organismos internacionais e organizações sociais.

Planeja e desenvolve projetos de Inovação Social e respira Direito à Cidade e Política Cultural.