Foto: Galeria do Palco Vida & Arte

O sociólogo Robert Park ensina que a humanidade transformou o mundo ao seu redor para criar a cidade. Que ao seguir os desejos do coração, ela não apenas refez seu entorno, como se determinou a viver nesse novo ambiente. E que ao modificar o meio, criando a cidade, a humanidade se auto-recriou.

Nesse contexto, o convite é  para presentear Fortaleza e a nós mesmos. Para representar nossos modos de viver, ao apostar na sociabilidade e na relação das pessoas com a natureza, a partir do uso e ocupação de praças e parques, num exercício de cidadania cultural, valorização da memória, estímulo ao pertencimento, promoção de afetividade e da noção de responsabilidade para que o Fortalezense de todas as idades exercite o Direito à Cidade.

Que tal reconhecer no passado idílico, o ideal de espaço urbano em que as pessoas conviviam com baixos índices de violência e alta capacidade de relacionamento? Se inspirar na idade de ouro dos afetos perdidos, da década de 1930, para criar esses sentimentos em nova escala e possibilitar encontros na cidade e para a cidade? Fica ligado que dias 23 e 30 de setembro vai ter muita gente fazendo isso no Parque do Cocó e na Praça Verde do Dragão do Mar.

É como já disse o geógrafo David Harvey “A liberdade de fazer e refazer as nossas cidades, e a nós mesmos é, a meu ver, um dos nossos direitos humanos mais preciosos e ao mesmo tempo mais negligenciados.”

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A coluna “Aldeia Glocal” é publicada no Tribuna do Ceará, às quartas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10 e 18:10h.

 

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