Foto: Germana Câmara

No finalzinho de 2016, tive a oportunidade de conhecer de perto algumas crenças religiosas. Todas do Oriente, o que tornou a experiência ainda mais rica e diferente.

Do Budismo, entendi um pouco sobre iluminação e nirvana. Do Hinduísmo, me encantei com deuses como Shiva, Krishna, Ganesh e seus respectivos dons, de renovação, amor e prosperidade.

Flanar numa mesquita me ensinou a respeitar mais o Islamismo. Mas o que levo mesmo dos templos e tempos que passei perto de cada fé, é a beleza da esperança de um mundo melhor.

As cores dos rituais, a paciência dos devotos, as indumentárias especiais, as músicas calmantes… tudo junto e misturado com o pintar bindi na testa, conversar com monges, ficar hipnotizada pelos sadhus, ser atropelada por uma vaca sagrada e pedida em casamento por um desconhecido, participar de uma das mais importantes tradições locais, celebrar a vida e a morte às margens do Ganges.

Essas vivências, tão incríveis quanto à reta final desses quase 365 dias que comemoramos fechamentos de ciclos, me fazem querer aprender cada vez mais nos últimos instantes deste ano.

Passarei 4 dias no Himalaia, entre velhos amigos e novos mantras. Momentos de branco, paz e expectativa de vida melhor. Melhor porque sempre pode ser, não porque eu tenha do que reclamar.

E nesta última coluna até 2017, me despeço, num trem a caminho das montanhas que circundam o Everest, com “a mais linda história de amor”, segundo a música de Jorge Ben Jor: a do príncipe Shah Jahan e da princesa Mumtaz Mahal, que confunde nossas cabeças e corações ao materializar um túmulo monumental visitado por mais de 3 milhões de turistas ao ano, que muitas vezes o contemplam como se fosse um palácio de contos de fadas.

Prefiro perceber uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo pelas palavras do poeta: como ‘uma lágrima no rosto do tempo’, porque a Suprema Corte da Índia decretou que o Taj não tem dono, nem religião e por ser incessante nossa busca pelo religare, pela ligação com o outro, pelo contato consigo e melhor relação com o meio ambiente.

 

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A coluna “Aldeia Glocal” é publicada no Tribuna do Ceará, às quartas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10 e 18:10h.

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