Foto: Germana Câmara

Tá procurando o sentido da vida?”. Foi o que mais escutei depois que disse que ia passar o Réveillon na capital do Yoga, Rishikesh, uma cidade do himalaia indiano.

Como planejei uma viagem contemplando retiro espiritual, foi o que bastou para relembrar os escândalos, que envolvem gurus, ilustrados nas páginas policiais, telas de cinema e até em letra dos Beatles (para quem precisa de uma ajudinha com a memória: a adorável Sexy Sadie).

“Você fez todo mundo de bobo”, diz a música de uma das maiores bandas de todos os tempos para quem poderia ser um ‘baba empresário’, o mesmo que ‘guru por dinheiro’. Teve até um desses que foi acusado de promover a prostituição e ficou conhecido por Sex Baba.

Tudo muito diferente dos Babas Verdes, o exemplo que quero contar a vocês. Os Babas Verdes são aqueles gurus que nunca enriquecem no sentido capitalista da palavra. Eles têm um estilo de vida espartano e adotam a greve de fome, herança dos métodos de luta de M. Gandhi, para defender os elementos da natureza que o hinduísmo considera sagrados.

Existem até os que morrem pelas causas que abraçam, como o guru que era contra as mineradoras que jogam dejetos no Ganges, um dos maiores e mais poluídos rios do mundo. Casos de líderes espirituais a parte, pergunto a você que quer um ano melhor, diferente da experiência de 2016: qual a mudança que você faz em si? Afinal, como mudar o mundo sem mudar a si mesmo?

 

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A coluna “Aldeia Glocal” é publicada no Tribuna do Ceará, às quartas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10 e 18:10h.

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