Ontem, uma amiga me perguntou com quantos anos eu tirei a chupeta da minha filha. Mas minha filha não usou chupeta.

A irmã dela, acalmando o filho que chorava pela “bubu”, associou a minha escolha ao fato de eu ter amamentado mais tempo. “Você amamentou 8 meses. Eu só pude 40 dias. Tive que acalmá-lo com a chupeta”, disse ela, trazendo à  tona todas as dificuldades da maternidade, especialmente, diante da naturalização do que costumo chamar de “terceirização da criação dos filhos”.

Levanta a mão quem não acha normal passar mais de 8 horas fora de casa para pagar outra pessoa para cuidar das crianças?

Calma aí, não estou criticando quem trabalha. Só estou questionando como o cenário todo é desenhado para inverter prioridades.

E por falar em prioridade, na primeira semana de agosto comemoramos a semana mundial da amamentação.

Talvez todo mundo esteja cansado de saber que a amamentação previne infecções no bebê e contribui para a prevenção do diabetes, do sobrepeso e da obesidade. E, ainda, que a mãe que amamenta tem menor chance de desenvolver diabetes e câncer de mama.

O que acho que poucos sabem é que, para além da boa saúde e do bem-estar, a amamentação está associada à redução das desigualdades sociais e de outros objetivos ecológicos e preservacionistas. O aleitamento materno é sustentável e não predador de recursos naturais, porque não precisa de produção leiteira, não tem resíduos, não usa energia, nem água e nem precisa de combustível.

Ou seja, pela saúde do bebê, da mamãe e do meio ambiente, a recomendação da Organização Mundial da Saúde é de amamentação exclusiva até o sexto mês, se estendendo até os 2 anos ou mais, com a introdução de outros alimentos.

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A coluna “Aldeia Glocal” é publicada no Tribuna do Ceará, às quartas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7), às 9h10.

 

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