Ontem foi comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas. E o tema deste ano é o direito à educação.

 

Você sabia que a Constituição Federal (1988) garante a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem no ensino fundamental? Artigo 210, pode conferir.

 

E que, no Ceará, todas as comunidades indígenas perderam a língua nativa e falam o português? A informação é do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado (IPECE).

 

A data, 09 de agosto, foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em  1995. Mas, além de prestar homenagens simbólicas, é preciso empreender uma agenda reivindicatória para garantir que os índios não tenham os seus direitos básicos ainda mais cerceados. Afinal, mesmo depois da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007), a comunidade indígena mundial, ou seja, 5% da totalidade demográfica, é composta de cerca de 1/3 da população mais pobre do mundo, segundo a ONU.

 

Voltando para o nosso Estado, conhecimentos sobre plantas medicinais, matéria-prima dos trançados, muitos dos adornos e trajes de festa que usamos, histórias sobre os seres sagrados e parte da memória dos tempos de escravidão do Ceará são dos Canindés (Aquiraz), Tapebas (Caucaia), Tabajaras (Viçosa do Ceará), Kalabaças (Poranga), Potiguaras (Crateús), Tremembés (Trairí e Itarema) e Pitaguaris (de Maracanaú e Pacatuba).

 

Temos, portanto, um conjunto de tradições que inspiram globalmente e também de inovações locais que afetam o global. De toda forma, excelentes motivos para aprender com essas comunidades e reivindicar seus direitos, sem perder de vista a contribuição indígena para o desenvolvimento sustentável.

 

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