Uma pesquisa realizada pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, aponta que o consumismo é, especialmente, prejudicial às crianças, porque elas se encontram em uma fase delicada do desenvolvimento e, portanto, são mais vulneráveis que os adultos. São, também, mais suscestíveis ao apelo publicitário. Tanto que, de acordo com a InterScience, “as crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família”.

 

Dentre outras consequências do estímulo ao consumismo infantil, destaco a obesidade e a erotização precoces, o consumo prematuro de tabaco e álcool, o estresse familiar e a banalização da violência, além dos flagrantes desequilíbrios ecológicos, que justificam ações de sensibilização sobre a importância do consumo consciente e dos laços das crianças com a natureza.

 

Richard Louv diz que “A conexão com a natureza deve ser uma ocorrência diária”.  E que “Se nós projetarmos as cidades – incluindo nossas casas, apartamentos, locais de trabalho e escolas – em harmonia com a natureza e a biodiversidade, poderíamos transformar essa tendência num padrão comum”, porque  “sabemos que quanto maior a biodiversidade encontrada nos parques urbanos, maiores os benefícios psicológicos para as pessoas.”

 

Neste sentido, meu convite é para uma programação de férias voltada para a criançada, com atividades lúdico-educativas que estimulem conexão com o meio ambiente, a partir de atividades prazerosas fora dos espaços de consumo.

 

Vamos ocupar nossos parques, praças e áreas verdes em geral, porque como diz Richard Louv, “Para esta geração, o revolucionário, não é mais o voo de um avião ou jogos de videogame”. Para esta geração, o tema inovador que poderá despertar uma paixão similar, ou até maior, é o contato direto com a natureza.

 

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