Ilustração: Lui Duarte.

O mês de junho está cheio de casos, inclusive judiciais, sobre questões relacionadas aos animais não humanos, na cidade de Fortaleza.

 

Da reabertura do zoológico da cidade à denúncia ao Ministerio Público sobre proibição de alimentar animais que moram nas ruas e praças da Capital Cearense, passando por ação civil pública sobre sacrifício de animais, todas são situações complexas e que merecem uma boa reflexão.

 

Neste sentido, dedico esta coluna a propor um filme para subsidiar a discussão sobre esses temas, que refletem, também, o momento político contemporâneo. Afinal, esta tudo conectado.

 

O filme é o Terráqueos. Trata-se, na verdade, de um documentário norte-americano de 2005, escrito, produzido, dirigido e narrado por veganos, sendo, um deles, membro da PETA, a maior organizacao de defesa dos direitos animais do mundo.

 

A narrativa mostra como funcionam as fazendas industriais, ao relatar a dependência da humanidade sobre os animais, seja para obter alimento, vestuário, diversão, ou para experimentos científicos e ao comparar o especismo com outras relações de dominação, como o racismo e o sexismo, tão presentes nas páginas policiais do planeta.

 

Faz, também, estudo detalhado das lojas de animais, das fábricas de filhotes, dos abrigos para animais, do comércio de peles e de couro, das indústrias da diversão e esportes, e finalmente, do uso médico e academico.

 

Ao utilizar câmeras escondidas para detalhar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo (todas visando o lucro com a exploração dos animais), o documentário tem o mérito de promover um deslocamento da centralidade do homem, porque igual a todos os outros animais, afinal, reagimos, igualmente, à dor, ao frio, à fome e expressamos, igualmente isso. Ou seja, somos todos terráqueos.

 

Assiste e faz a relação com tudo que está acontecendo em Fortaleza.

 

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