Ano passado, o Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza aprovou, por unanimidade, o tombamento do entorno da Praça Filgueiras de Melo, no centro da cidade. O que inclui o Colégio da Imaculada Conceição, a Igreja do Pequeno Grande, a Escola Jesus, Maria e José e a Escola Justiniano de Serpa.

Estou falando, não só do primeiro tombamento de valor patrimonial histórico e arquitetônico desta natureza em Fortaleza, mas de uma das mais belas arquiteturas que faz parte da minha história.

Estudei no Imaculada, a maior parte da vida e andei, por cada um dos prédios, praça e igreja que integram as edificações tombadas conjuntamente.

Lembrar dos tempos de colégio, seja quando passo pelos arredores, ou quando a saudade bate no peito, como hoje, me remete à importância de ver e viver a cidade, que afinal, é nosso lar e meio ambiente.

E lembro também de sala de aula, quando desenvolvi o ‘Diário do meu bairro’. Na primeira etapa do semestre, eu pedia para cada aluno fazer uma apresentação sobre o lugar que morava, ilustrando as características da rua, da destinação de resíduos, dos tipos de edificação, a mobilidade urbana, as calçadas, a oferta de serviços públicos, a existência (ou não) de unidade de conservação, áreas verdes ou de preservação permanente… …enfim, os alunos apresentavam o bairro para turma, contemplando leis ambientais, urbanisticas e sobre direito à cidade. E na segunda etapa do semestre, eu pedia um seminário sobre intervenções (dos alunos) para tornar a cidade um lugar melhor de se viver. Algo nos moldes de ‘se essa rua, se essa rua fosse minha’. Bem, hoje eu estou fora de sala, mas deixo o desafio para vocês. O que você faria, se a rua fosse sua? Ah, peraí, ela é! Então, conta pra mim em aldeiaglocal.com.br?

Urbi et orbi e faça parte da ALDEIA GLOCAL em aldeiaglocal.com.br, afinal, quanto mais global, mais local.

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